SSP intensifica ações para notificar transtornos mentais relacionados ao trabalho

Por ASCOM às 12/04/2018 14:18

Capacitação com servidores pretende oficializar dados junto ao Ministério da Saúde para a prevenção de doenças e realizar promoção de saúde

Texto de Micheliny Tenório

Em atendimento à campanha Abril Verde, relacionada à prevenção de acidente de trabalho, o Núcleo de Qualidade de Vida da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), em parceria com o Centro de Referência à Saúde do Trabalhador de Maceió (Cerest), ofertou uma capacitação nesta terça-feira (11), voltada aos servidores lotados nas áreas de saúde dos órgãos vinculados à SSP.

 

O gerente do Núcleo, Emerson Moura, afirmou que a iniciativa visa disseminar a cultura prevencionista e estimular as instituições a notificarem os casos relacionados a doenças resultantes de atividades ocupacionais.

 

A psicóloga do Cerest, Analine Maia, explicou que a notificação deve ser registrada no Ministério da Saúde (MS) para gerar dados epidemiológicos. Com base nessas informações, o MS poderá desenvolver políticas públicas de prevenção e promoção à saúde das categorias profissionais que são mais afetadas.

 

“Devido à realidade da enorme violência urbana, os profissionais de segurança estão sujeitos ao adoecimento mental por conta da vida posta em risco o tempo todo. Nosso objetivo é que esses dados possam ser registrados aqui em Alagoas, pois ocorrem muitas subnotificações”, assegurou Analine.

 

Segundo a psicóloga, o estresse pós-traumático é o que mais atinge os profissionais de segurança e que pode levar a sintomas de ansiedade, fisiológicos e psíquicos, evoluindo para o adoecimento.

 

Saúde do Trabalhador nos órgãos da SSP

 

A notificação deve ser feita por todos os profissionais de saúde de instituições públicas ou privadas, a exemplo dos psicólogos lotados no Centro Médico e no Centro de Assistência Psicossocial (CAS) da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), que já notifica os casos, além de realizar acompanhamento e tratamento, como afirma a psicóloga e capitã da PM Larissa Omena.

 

“A partir da orientação do Cerest temos feito a notificação de estresse pós-traumático, que é um agravo à saúde mental do policial e que está bem relacionado ao trabalho. Temos um programa de prevenção a esse tipo de estresse e mantemos um cadastro de policiais que passaram por transtornos, como tiroteio ou morte de um colega em serviço. Eles são monitorados e os casos estão sendo notificados aos Cerests municipal e estadual”, ressaltou Larissa.

 

Os bombeiros militares também se submetem a situações de trabalho que podem desencadear sintomas pós-traumáticos. Segundo o major BM Albert Alves, a Corporação não possui um trabalho direcionado à prevenção e o atendimento disponibilizado aos bombeiros é apenas psiquiátrico. Na opinião do oficial, a capacitação será fundamental para rever essa questão.

 

“Esta situação reforça a importância da capacitação, pois iremos gerar um quantitativo, realizar notificações bem embasadas com envio ao Cerest, para que se convertam em políticas públicas que beneficiem o bombeiro militar”, avaliou Albert.

 

Na Polícia Civil, as ações voltadas à Saúde do Trabalhador estão sendo discutidas conforme Adelina Ferreira, agente lotada no setor de Recursos Humanos (RH).

 

“Em parceria com o Núcleo de Qualidade de Vida da SSP, estamos desenvolvendo a proposta para cuidar da saúde dos profissionais. Temos a ciência de casos, mas, que ainda não foram notificados”, afirmou Adelina.

 

O Departamento Estadual de Transito (Detran) também irá firmar parceria com a SSP para que os servidores que sofrem de transtorno pós-traumático possam ser atendidos em suas necessidades, segund  Mauriceia Arruda, servidora lotada no RH do órgão.

 

“Com a Lei Delegada, foi criado o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho, que está sendo estruturado. Nós temos o projeto Saúde e Segurança no Trabalho, que está em fase de pesquisa. Estamos fechando parceria com a SSP para termos um sistema que alimente informações, como o afastamento de servidores, para que o órgão tenha um olhar diferenciado para esses casos”, destacou Mauriceia.

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